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| Referências de Base | ||||||||||||||||
| (Para o entendimento da génese do karate-do) | ||||||||||||||||
HINDUÍSMO O Hinduísmo é um vastíssimo organismo
sócio-religioso composto de um grande número de seitas,
cultos e sistemas filosóficos envolvendo inúmeros rituais
cerimónias e disciplinas espirituais, bem como a adoração
de incontáveis deuses e deusas. As mil e uma facetas do Hinduísmo
reflectem afinal a extraordinária complexidade geográfica,
racial, linguística e cultural do vasto sub continente indiano.
Religião autóctone, nativa, do povo japonês.
As suas (Xintoísmo) origens remontam às origens do próprio
povo japonês. Há quem encontre nos idiomas e costumes japoneses
raízes semelhantes às dos Altaicos que habitavam a Manchúria,
Mongólia e Sibéria. Mas uma boa parte do mistério
permanece indecifrável.
Surge no séc. VI a.C. na China com Confúcio, que funda no pequeno estado de Lou a primeira “escola de educação”. O confucionismo acabaria por tornar-se o conjunto de regras e convenções morais, jurídicas e linguísticas oficiais de toda a China.
“Nasce” com Lao-Tsé (n. 571, m. 479 a.C.). Coexiste desde o seu início com o Confucionismo sendo, em muitos aspectos, complementar-antagónico deste. Trata do Tao (= Do) conceito sem tradução perfeita. É o “Do” do Kendo, do Iai-do, do Judo, do Karate-do. É também, em muitos aspectos, a fonte do Budismo-Zen. Tao não é um conceito que possamos captar
ou compreender intelectualmente, mas é uma realidade que podemos
presenciar, vivenciar e praticar. Por exemplo, a prática do Kata
Taikyoku-Shodan, ao longo de anos e anos, permite-nos conviver com o Tao,
embrenharmo-nos no seu fluxo sem que, no entanto, o possamos definir ou
explicar.
O Budismo surgiu no séc. VI a.C. com Gautama
o Buda (n 622? a.C. e m. 543? a.C. no sopé do Himalaia, hoje chamado
Nepal). Buda não deixou ensinamento escrito, mas os monges budistas
espalharam a sua religião por todo o extremo oriente. O Budismo
apenas dá entrada no Japão no séc. VI d.C., fundindo-se
facilmente com a tradição religiosa nativa (O Shintoísmo). - A 1ª Verdade Nobre identifica o sofrimento ou a frustração como “doença” básica fundamental do homem. - A 2ª Verdade Nobre revela-nos a causa desse sofrimento: o apego ou a avidez. É o apego a determinadas ideias, ou factos, ou pessoas, ou objectos (que encaramos ilusoriamente como coisas individuais e nossas) que nos leva a esquecer que tudo é mutável e transitório, que tudo o que tem um princípio tem um fim, inclusivé o nosso ilusório eu. - A 3ª Verdade Nobre afirma que o sofrimento e a frustração podem chegar a um fim. “É possível transcender o círculo vicioso de samsara, livrar-se do jugo do karma e alcançar um estado de libertação total: o Nirvana. Neste estado, as noções falsas de um eu separado desaparecem para sempre e a unidade da vida torna-se numa sensação constante”. - A 4ª Verdade Nobre é a prescrição da cura - o Caminho óctuplo do auto-desenvolvimento que nos leva ao Estado de Buda.
- “As 4 secções seguintes tratam das acções correctas, estabelecendo as regras para o modo de vida budista, que é um caminho de equilíbrio, entre extremos opostos (yin e yang)”. - “As 2 secções finais referem-se à consciência correcta e à meditação correcta, e descrevem a experiência mística da realidade, seu objectivo final”.
BUDISMO ZEN Raiz filosófica do Bushi-do (o código dos samurais) e, por consequência, do Budo (as artes marciais). A pior maneira de o revelar seria dar dele qualquer definição. O Zen pratica-se e confunde-se com a própria prática. Lembremo-nos de Zen-kutsu-dachi.
I I = O Imperador (ordem divina) resp. família
e corte. (Pouca intervenção directa) Esta estrutura manteve-se rigidamente implantada desde 1192 até 1876, altura em que foi “extinta”, por ordem do imperador Mutsuhito, a classe dos samurais, tendo sido abolidos oficialmente os clãs e dividido o país em Prefeituras.
1192 – Início do período Kamakura: Minamoto Yoritomo implanta uma ditadura militar. 1274 e 1281 - Invasões mongóis. 1336 a 1573 - Período Ashikaga: frágil autoridade do imperador e dos Shogun Ashikaga; o país vive numa intermitente guerra civil entre os samurais dos vários clãs daimyos. 1500 (?) – É interdito o uso de armas aos camponeses de Okinawa. 1573 a 1615 – Um ditador militar, Oda Nobunaga, derruba o Shogunato dos Ashikaga e tenta unificar o país. Um dos seus generais continua a sua obra de pacificação. 1609 – O governo ordena (mais uma vez) que todas as armas sejam confiscadas ao povo de Okinawa. Supõe-se que tenha nascido nesta época a técnica de defesa (e ataque) com as mãos vazias: Karate-jutsu. 1615 – Tokugawa Ieyasu toma o castelo de Osaka e estabelece-se o seu Shogunato por todo o país. Com o estabelecimento da paz forçada dos Tokugawa os Samurais (cuja razão de existir é a guerra) entram em declínio. 1639 – As fronteiras do Japão são encerradas como forma de protecção contra os Portugueses e Espanhóis. 1868 – Por pressão das frotas europeias
e americanas o Japão acaba por abrir algumas das suas portas ao
estrangeiro. 1876 – O mesmo imperador extingue oficialmente a classe dos Samurais bem como os Daimyos. O uso do sabre é interdito a todos os cidadãos (excepto polícia e exército). 1914 e 1915 – Um grupo de praticantes de Karate (onde se inclui o futuro Mestre Funakoshi) de Okinawa realiza demonstrações nas cidades de Naha e Shuri. 1916/1917 – Mestre Funakoshi Gichin é convidado pelo representante do Prefeito de Okinawa para que organize uma demonstração em Kyoto. 1921 – O imperador do Japão, de passagem por Okinawa, assiste a uma demonstração de Karate que muito o impressiona. 1922 – Mestre Funakoshi faz a primeira demonstração em Tokyo e inicia-se a grande expansão do Karate pelo Japão, de início, e mais tarde por todo o mundo.
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